sábado, 21 de dezembro de 2024

João Calvino: Síntese Biográfica


 1509: João Calvino nasceu em Noyon, nordeste da França, no dia 10 de julho. Seu pai, Gérard Cauvin, era advogado dos religiosos e secretário do bispo local. Sua mãe, Jeanne Lefranc, faleceu quando ele tinha cinco ou seis anos de idade. Por alguns anos, o menino conviveu e estudou com os filhos das famílias aristocráticas locais. Aos 12 anos, recebeu um benefício eclesiástico, cuja renda serviu-lhe como bolsa de estudos.

1523: Calvino foi residir em Paris, onde estudou latim e humanidades no Collège de la Marche e teologia no Collège de Montaigu. Em 1528, iniciou seus estudos jurídicos, primeiro em Orléans e depois em Bourges, onde também estudou grego com o erudito luterano Melchior Wolmar. Com a morte do pai em 1531, retornou a Paris e dedicou-se ao seu interesse predileto – a literatura clássica. No ano seguinte, publicou um comentário sobre o tratado de Lúcio Enéias Sêneca De Clementia.

1533: converteu-se à fé evangélica, provavelmente sob a influência do seu primo Robert Olivétan. No final desse ano, teve de fugir de Paris sob acusação de ser o co-autor de um discurso simpático aos protestantes, proferido por Nicholas Cop, o novo reitor da universidade. Refugiou-se na casa de um amigo em Angoulême, onde começou a escrever a sua principal obra teológica. Em 1534, voltou a Noyon e renunciou ao benefício eclesiástico. Escreveu o prefácio do Novo Testamento traduzido para o francês por Olivétan (1535).

1536: no mês de março foi publicada em Basiléia a primeira edição da Instituição da Religião Cristã (ou Institutas), introduzida por uma carta ao rei Francisco I da França contendo um apelo em favor dos evangélicos perseguidos. Alguns meses mais tarde, Calvino dirigia-se para Estrasburgo quando teve de fazer um desvio em virtude de manobras militares. Ao pernoitar em Genebra, o reformador suíço Guilherme Farel o convenceu a ajudá-lo naquela cidade, que apenas dois meses antes abraçara a Reforma Protestante (21-05). Logo, os dois líderes entraram em conflito com as autoridades civis de Genebra acerca de questões eclesiásticas (disciplina, adesão à confissão de fé e práticas litúrgicas), sendo expulsos da cidade.

1538: Calvino foi para Estrasburgo, onde residia o reformador Martin Bucer, e ali passou os três aos mais felizes da sua vida (1538-41). Pastoreou uma pequena igreja de refugiados franceses; lecionou em uma escola que serviria de modelo para a futura Academia de Genebra; participou de conferências que visavam aproximar protestantes e católicos. Escreveu amplamente: uma edição inteiramente revista das Institutas (1539), sua primeira tradução francesa (1541), um comentário da Epístola aos Romanos, a Resposta a Sadoleto (uma apologia da fé reformada) e outras obras. Em 1540, Calvino casou-se com uma de sua paroquianas, a viúva Idelette de Bure. Seu colega Farel oficiou a cerimônia.

1541: por volta da ocasião em que Calvino escreveu a sua Resposta a Sadoleto, o governo municipal de Genebra passou a ser controlado por amigos seus, que o convidaram a voltar. Após alguns meses de relutância, Calvino retornou à cidade no dia 13 de setembro de 1541 e foi nomeado pastor da antiga catedral de Saint Pierre. Logo em seguida, escreveu uma constituição para a igreja reformada de Genebra (as célebres Ordenanças Eclesiásticas), uma nova liturgia e um novo catecismo, que foram logo aprovados pelas autoridades civis. Nas Ordenanças, Calvino prescreveu quatro ofícios para a igreja: pastores, mestres, presbíteros e diáconos. Os dois primeiros constituíam a Venerável Companhia e os pastores e presbíteros formavam o controvertido Consistório.

Por causa de seu esforço em fazer da dissoluta Genebra uma cidade cristã, durante catorze anos (1541-55) Calvino travou grandes lutas com as autoridades e algumas famílias influentes (os “libertinos”). Nesse período, ele também enfrentou alguns adversários teológicos, o mais famoso de todos sendo o médico espanhol Miguel Serveto, que negava a doutrina da Trindade. Depois da fugir da Inquisição, Serveto foi parar em Genebra, onde acabou julgado e executado na fogueira em 1553. A participação de Calvino nesse episódio, ainda que compreensível à luz das circunstâncias da época, é triste mancha na biografia do grande reformador, mais tarde lamentada por seus seguidores.

1548: nesse ano ocorreu o falecimento de Idelette e Calvino nunca mais tornou a casar-se. O único filho que tiveram morreu ainda na infância. Não obstante, Calvino não ficou inteiramente só. Tinha muitos amigos, inclusive em outras regiões de Europa, com os quais trocava volumosa correspondência. Graças à sua liderança, Genebra tornou-se famosa e atraiu refugiados religiosos de todo o continente. Ao regressarem a seus países de origem, essas pessoas ampliaram ainda mais a influência de Calvino.

1555: os partidários de Calvino finalmente derrotaram os “libertinos.” Os conselhos municipais passaram a ser constituídos de homens que o apoiavam. Embora não tenha ocupado nenhum cargo governamental, Calvino exerceu enorme influência sobre a comunidade, não somente no aspecto moral e eclesiástico, mas em outras áreas. Ele ajudou a tornar mais humanas as leis da cidade, contribuiu para a criação de um sistema educacional acessível a todos e incentivou a formação de importantes entidades assistenciais como um hospital para carentes e um fundo de assistência aos estrangeiros pobres.

1559: nesse ano marcante, ocorreram vários eventos significativos. Calvino finalmente tornou-se um cidadão da sua cidade adotiva. Foi inaugurada a Academia de Genebra, embrião da futura universidade, destinada primordialmente à preparação de pastores reformados. No mesmo ano, Calvino publicou a última edição das Institutas. Ao longo desses anos, embora estivesse constantemente enfermo, desenvolveu intensa atividade como pastor, pregador, administrador, professor e escritor.

1564: João Calvino faleceu com quase 55 anos em 27 de maio de 1564. A seu pedido, foi sepultado discretamente em um local desconhecido, pois não queria que nada, inclusive possíveis homenagens póstumas à sua pessoa, obscurecesse a glória de Deus. Um dos emblemas que aparecem nas obras do reformador mostra uma mão segurando um coração e as palavras latinas “Cor meum tibi offero Domine, prompte et sincere” (O meu coração te ofereço, ó Senhor, de modo pronto e sincero).

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FONTE: monergismo.com

10 Marcas de uma Seita


 

10 Marcas de uma Seita

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Missão KwaSizabantu

1. Uma seita vê a si própria como a “verdadeira igreja” e exclui as outras denominações e igrejas de serem parte da igreja autêntica de Cristo. Em outras palavras, ela é exclusivista em seu ensinamento. O resultado disto é a insistência para que os convertidos deixem suas igrejas e se unam a eles. Todas as outras igrejas são declaradas serem desonestas, enganosas e ilusórias. Há variedades suaves desta heresia incluindo o ensino de que a igreja não deve ter um nome e deve ser a igreja “local” de todos os crentes daquela área.

2. Uma seita tem uma visão errônea da Trindade na maioria dos casos. A doutrina clássica da Igreja de “Deus em Três pessoas” é freqüentemente modificada de alguma forma. A maioria das seitas não considera Jesus como sendo igual ao pai e ao Espírito Santo. Tal grupo rejeitaria o Credo Apostólico.

3. Uma seita tem um “Jesus mais alguma outra coisa” como o fundamento de sua teologia. Seja com o guardar do Sábado, com regras de vestimenta, ou com algum rito especial, uma seita deixa o “Cristo somente” e cai num ensino herético.

4. Uma seita freqüentemente coloca fé e confiança exagerada em seu líder. Para uma personalidade semelhante a um “guru” (que geralmente ganha um título muito dignificante) é dado algum status de semi-deus pelos devotos. Isto resulta na crença de que tudo o que ele ou ela diz, ou faz, deve ser infalível.

5. As seitas freqüentemente reivindicam a Bíblia como autoritativa, todavia, elas sempre dão autoridade igual ou maior a outros escritos ou a revelações de outras pessoas.

6. Uma seita nega a salvação como sendo dependente da graça somente. Eles rejeitam o fundamento do Evangelho Cristão — a expiação —de que Cristo pagou o preço total do pecado do Seu povo e que o homem não pode contribuir em nada para a sua salvação.

7. As seitas são extremamente dogmáticas em suas visões escatológicas (crenças com respeito ao final dos tempos) e freqüentemente incluem seus próprios grupos como o cumprimento de profecias com respeito ao final dos tempos.

8. Uma seita freqüentemente urge os membros a deixar suas famílias, abusando de versos tais como “se alguém vier a mim e não aborrecer a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs, e ainda também a sua própria vida, não pode ser meu discípulo” (Lucas 14:26)...Algumas seitas insistem para que seus aderentes quebrem todos os laços com membros da família e com amigos.

9. Uma seita freqüentemente reivindica as posses financeiras de um membro para o seu grupo. Alguns líderes de seita demandam que todas as posses sejam transferidas para o nome do líder ou do grupo. Entregar dinheiro, casas e propriedades é considerado como obediência ao mandamento “vai e vende tudo”. A manipulação mental, principalmente controlada através da culpa, é usada para ganhar vantagens financeiras dos membros.

10. As seitas tomam todas as decisões mais importantes, da vida pessoal e profissional, por seus membros. Não há liberdade para os seus seguidores buscarem a Deus por si mesmos.

Traduzido e ligeiramente modificado por: Felipe Sabino de Araújo Neto

Cuiabá-MT, 23 de Maio de 2005.    

FONTE: www.monergismo.net.br 

 

 

 

quinta-feira, 19 de dezembro de 2024

Pat Forrester. (Foto: Cortesia da NASA)


Pat Forrester, um astronauta condecorado dos Estados Unidos, deixou sua carreira de 31 anos para servir no ministério.

Forrester cresceu em uma família cristã de militares. Seu avô serviu na Primeira Guerra Mundial e seu pai era um militar premiado. Pat cresceu frequentando a Igreja Metodista com sua família, mas só teve um encontro pessoal com Cristo após se formar no Ensino Médio.

Seguindo os passos dos homens de sua família, o jovem decidiu seguir a carreira no exército e ingressou na Academia Militar dos Estados Unidos.

Encontro com Jesus

Enfrentando os desafios da formação, Pat percebeu que precisava ter um relacionamento com Deus.

"Me lembro de ir falar com o capelão, e ele me colocou em um estudo bíblico. Essa foi a primeira vez que me lembro de usar uma Bíblia para algo diferente de um culto na igreja”, contou ele, em entrevista ao The Gospel Coalition.

Durante seu tempo na Academia Militar, Pat teve a convicção de que era um pecador e entregou verdadeiramente sua vida a Jesus. "Então, eu me tornei um crente. Eu entendi sobre ter um relacionamento com Cristo”, disse.

Após se formar na escola do exército, Pat conheceu e se apaixonou por Diana. Anos depois, eles se casaram e iniciaram uma família. Por causa do trabalho do militar, o casal se mudou diversas vezes.

Sua esposa não se importava de se mudar para diferentes estados americanos, mas sentia falta de congregar em uma igreja de forma definitiva. "Sempre me senti amada, mas não me sentia profundamente enraizada", comentou Diana.

Viagens ao espaço


Pat trabalhando na Estação Espacial. (Foto: Cortesia da NASA).

Aos 36 anos, Pat Forrester se tornou um astronauta da NASA e iniciou uma carreira de sucesso na indústria espacial.

Em 2001, ele viajou pela primeira vez ao espaço para fazer reparos do lado de fora da Estação Espacial Internacional.

"É uma construção de alta altitude. Você está girando em torno da Terra a 17.500 milhas por hora – 25 vezes a velocidade do som. Você chega à Califórnia e, alguns minutos depois, está passando por Nova York. Não parece tão rápido dentro da estação espacial, você sente que está flutuando. Mas quando você está na caminhada espacial, isso acontece. Você sente que está caindo, porque está”, relatou Pat.

E destacou: “Olhar para a Terra é a visão mais incrível de se ver. É lindo”. Depois de viajar outras vezes para o espaço, o astronauta começou a se questionar se estava vivendo os propósitos do Senhor para sua vida.

"Pensei comigo mesmo, depois de todo o esforço e todo o trabalho necessário para chegar lá, isso é tudo o que existe? Isso é tudo o que Deus planejou para minha vida?", contou.

Procurando seu propósito

Mesmo alcançando altos cargos na NASA, incluindo ser chefe do escritório de astronautas, Pat não encontrou completa satisfação.

Então, ele pediu conselho ao seu pastor, que deu a ideia dele fazer uma viagem missionária de curto prazo a Uganda. Pat serviu na África e continuou seu trabalho na NASA.

"Eu amava o que estava fazendo. Parecia que eu estava servindo bem à nação. Mas eu tinha uma inquietação. Senti que havia mais do que isso para mim”, lembrou.

Nesta época, o astronauta viajava constantemente para Washington, para se encontrar com o presidente, falar no Congresso e fazer lobby pela indústria espacial.

Em suas viagens à capital, Pat e sua esposa passaram a visitar a Igreja Batista do Capitólio (CHBC). Logo, o casal se encantou pela congregação, onde se sentiam alimentados espiritualmente e vivendo uma verdadeira comunhão com os irmãos.

Pat pensou: “Uau. Aqui está um grupo de homens falando sobre o Senhor e a igreja, cercados pelos pastores”.

"Eu nunca estive perto de nada assim. Que coisa melhor você poderia fazer com seu tempo do que refletir sobre a Palavra de Deus e a igreja, aprendendo com mentores?", declarou ele.

Treinando para o ministério


Pat (no meio) era o estagiário mais velho do CHBC. (Foto: Cortesia de Pat Forrester).

O astronauta conheceu de perto o estágio pastoral da igreja, onde jovens seminaristas eram treinados para o ministério. Aos 63 anos, Pat desejou estar na sala de aula aprendendo sobre a Igreja junto com seus irmãos mais novos.

A ideia de trocar uma carreira sólida e próspera pelo estágio de cinco meses, que pagava 1.300 dólares por mês e era destinado a jovens vocacionados ao pastorado, parecia tola. Porém, Pat orou com sua esposa e foi direcionado por Deus para dar um passo de fé.

"[Parecia] que o Senhor estava nos convidando para a membresia da igreja, comunhão profunda e uma chance para eu crescer em minha compreensão da eclesiologia”, comentou ele.

Então, em dezembro de 2020, Pat deixou o cargo de astronauta chefe na NASA. Ele e a esposa venderam sua casa e se mudaram para um apartamento em Washington. 

"Ficou claro para mim que Pat era um homem de honra e preocupado com a saúde das igrejas locais", afirmou Mark Dever, pastor da Igreja Batista do Capitólio.

"Pat era imensamente respeitado por seus colegas e carregava grandes habilidades naturais de liderança, com a humildade ainda para aprender com os outros”, acrescentou.

O astronauta enfrentou o desafio de ler e escrever muito durante o estágio. "Sou um leitor lento e não sou um grande escritor. O estágio foi uma das coisas mais difíceis que já fiz, mas para mim foi como um sonho tornado realidade”, testemunhou.

Servindo no Reino de Deus

Após o estágio, Pat Forrester foi convidado para trabalhar como diretor de desenvolvimento da 9Marks, um ministério criado pelo pastor Mark para ajudar pastores e membros a construir igrejas saudáveis.

Hoje, Pat atua arrecadando fundos para o ministério. "Estive em várias organizações de elite na minha vida, mas a 9Marks faz mais com algumas pessoas e um pequeno orçamento para o Reino do que você poderia me convencer de que poderia ser feito”, ressaltou.

Junto com a esposa, ele também oferece aconselhamento a jovens que se preparam para o ministério e a jovens casais. 

"Por quantos anos o Senhor me der, gostaria de servi-lo com tudo o que tenho. Quero estar em uma organização cuja missão direta é a propagação do Evangelho”, concluiu Pat.

FONTE: www.guiame.com.br

VOCÊ SABE QUAL O VERDADEIRO SIGNIFICADO DO NATAL? (Rev. Hernandes Dias Lopes)

 


Fonte: youtube.com.br

A mulher agraciada

 Maria, a mãe de Jesus, é uma das figuras mais importantes da história. Ao longo dos séculos, muitos debates aconteceram em torno do seu nome. Há aqueles que atribuem à ela o que a Escritura não diz e há outros, que a privam de privilégios que Deus a concedeu. Destacaremos, aqui, dois pontos:

1. O que disseram sobre ela que não confere com a Escritura

Não podemos honrar Maria atribuindo a ela, o que não está na Bíblia tampouco fazia parte de sua fé. Há aqueles que a chamam de Mãe Deus, mas Jesus, como Deus preexistiu à criação do universo. Portanto, Jesus como Deus não teve mãe e como Homem não teve pai. Também, colocam-na na posição de Mediadora e Corredentora. Porém, a Escritura afirma explicitamente que não há nenhum outro nome dado entre os homens pelo qual importa que sejamos salvos, exceto o nome de Jesus e que não há outro mediador entre Deus e os homens, exceto Jesus. Ele é a porta do céu. Ele é o caminho para Deus. Ainda afirmam que ela não teve outros filhos. Jesus, porém, foi o unigênito do Pai, mas o primogênito de Maria. José não a conheceu até o nascimento de Jesus. Obviamente, depois José e Maria tiveram um relacionamento normal como marido e mulher.

2. O que a Bíblia diz a respeito dela

Maria foi visitada pelo anjo Gabriel na cidade de Nazaré. O anjo a saudou, chamando-a de bem-aventurada. Comunicou-a que seria mãe do Salvador, o Filho do Altíssimo. Ela argumenta que é virgem. Pergunta como isso poderia acontecer. O anjo explica que a sombra do Altíssimo a envolveria e que sua gravidez seria obra do Espírito Santo. Então, depois de explicar que Isabel, sua prima, estava grávida apesar da velhice e esterilidade, declarou que para o Senhor não há impossíveis. Maria, então coloca-se à disposição do Senhor para cumprir seu propósito.

Esse gesto de Maria, aponta para sua submissão plena ao Senhor. Outrossim, revela a coragem de Maria, pois precisaria lidar com a suspeita do povo e com a possível rejeição de José. Maria não recua diante dos prováveis problemas. Ela corajosamente está pronta a enfrentar todos os desafios. Ainda, Maria demonstra humildade, pois longe de envaidecer-se pelo inaudito privilégio, reconhece que é uma serva e seu papel é cumprir a vontade soberana de Deus. Maria, também, está pronta a enfrentar sacrifícios. No final da gravidez faz uma viagem longa para Belém. Ao chegar à cidade não encontraram nenhuma hospedaria e ela deu à luz ao seu filho primogênito, numa gruta de pastores, e o coxo de um animal foi o berço de seu Filho. Maria viu Jesus crescer em sabedoria, estatura e graça diante de Deus e dos homens. Viu-o tornar-se carpinteiro de Nazaré. Viu-o iniciando seus milagres numa festa de casamento em Caná. Estava presente quando ele foi crucificado em Jerusalém. Estava presente com seus filho no Cenáculo, quando foram todos cheios do Espírito Santo. Doravante, Maria não aparece mais nas Escrituras, mas seu testemunho de serva humilde, corajosa e fiel servem de exemplo para todas as gerações.

Rev. Hernandes Dias Lopes

Fonte: Hernandes Dias Lopes

segunda-feira, 23 de setembro de 2024

Uma mensagem de consolação


 

O profeta Isaías, paladino das boas novas de consolação ao povo de Deus, no capítulo 35.1-10, carrega as tintas para enfatizar a felicidade de Sião, na era messiânica. Destacaremos, aqui, alguns aspectos dessa consolação:

Em primeiro lugar, a vitória sobre a fraqueza (Is 35.3). “Fortalecei as mãos frouxas e firmai os joelhos vacilantes”. As fraquezas decorrentes do pecado e a opressão dos inimigos afrouxam as mãos e deixam os joelhos trôpegos. Porém, sob o domínio do Messias, não há mais espaço para a fraqueza nem para a prostração. As mãos são fortalecidas e os joelhos aprumados.

Em segundo lugar, a vitória sobre o desânimo (Is 35.4). “Dizei aos desalentados de coração: Sede fortes, não temais. Eis o vosso Deus…”. O povo restaurado é, também, o mesmo que encoraja os desalentados de coração. Em vez de sucumbir à dor, os restaurados do Senhor tornam-se instrumentos de encorajamento aos desalentados.

Em terceiro lugar, a vitória sobre as enfermidades (Is 35.5,6). “Então, se abrirão os olhos dos cegos, e se desimpedirão os ouvidos dos surdos; os coxos saltarão como cervos, e a língua dos mudos cantará…”. Jesus deu provas de sua divindade e messianidade fazendo as mesmas obras de Deus. Ele abriu os olhos aos cegos; ele tirou o tampão dos ouvidos dos surdos. Ele levantou os paralíticos e fez falar os mudos. Ele curou toda sorte de enfermidades e trouxe cura para todos os tipos de enfermos.

Em quarto lugar, a vitória sobre as agruras da natureza (Is 35.1,2,6b,7). “O deserto e a terra se alegrarão; o ermo exultará e florescerá como o narciso. Florescerá abundantemente, jubilará de alegria e exultará […], pois águas arrebentarão no deserto, e ribeiros, no ermo. A areia esbraseada se transformará em lagos, e a terra sedenta, em mananciais de águas; onde outrora viviam os chacais, crescerá a erva com canas e juncos”. A salvação de Deus não apenas alcança o seu povo, mas também toda a terra. O Senhor resgatará a natureza de seu cativeiro. Agora, a terra geme, o mar geme, os rios gemem, os astros gemem, os homens gemem, mas, haverá um dia em que a natureza restaurada irromperá de alegria. Os desertos florescerão. Nos ermos brotarão fontes. As areias esbraseantes se transformarão em lagos e os lugares habitados por bestas feras serão campos férteis.

Em quinto lugar, a vitória sobre o pecado (Is 35.8). “E ali haverá bom caminho, caminho que se chamará o Caminho Santo; o imundo não passará por ele, pois será somente para o seu povo; quem quer que por ele caminhe não errará, nem mesmo o louco”. O governo do Messias será marcado por sanidade e santidade. Por esse caminho só andarão aqueles que foram resgatados pelo Senhor. O imundo não passará por ele.

Em sexto lugar, a vitória sobre a tristeza (Is 35.10). “Os resgatados do Senhor voltarão e virão a Sião com cânticos de júbilo; alegria eterna coroará a sua cabeça; gozo e alegria alcançarão, e deles fugirá a tristeza e o gemido”. O retorno a Sião é uma tipo da glorificação dos remidos, quando entraremos na Sião Celestial. Ali haverá júbilo e não choro. Ali, a alegria eterna coroará a nossa cabeça, pois Deus enxugará dos nossos olhos toda a lágrima. Ali não haverá mais luto, nem pranto nem dor, pois estaremos com o Senhor na bem-aventurança eterna.

Rev. Hernandes Dias Lopes

FONTE: hernandesdiaslopes.com.br

quinta-feira, 29 de agosto de 2024

Evangelhos Falsos


Evangelhos Falsos

por

John Robbins

 

Dinheiro falso se parece com dinheiro genuíno e — ele tem que ser assim —, para poder enganar as pessoas. Evangelhos falsos são parecidos com o real, e eles enganam a muitos.

Paulo adverte sobre os evangelhos falsos em duas de suas cartas às igrejas da Grécia e da Ásia. Na segunda carta aos cristãos da cidade grega de Corinto, ele condena os pregadores e evangelistas que “prega[m] outro Jesus que não pregamos [...] ou outro evangelho que não acolhestes”. E em sua carta às igrejas da Galácia, Paulo escreveu: “Estou admirado de que estejais sendo desviados tão depressa daquele que vos chamou pela graça de Cristo para outro evangelho, que de fato não é outro evangelho, senão que há alguns que vos perturbam e querem perverter o evangelho de Cristo”.

Paulo irou-se com alguns pregadores, e advertiu os gálatas: “Mas, ainda que nós mesmos, ou um anjo vindo do céu vos pregue um evangelho diferente do que já vos pregamos, seja maldito”.

Essa advertência deveria fazer os pregadores pensar duas vezes sobre o evangelho que anunciam; entretanto, vários deles continuam a pregar evangelhos falsos. Diversos líderes religiosos encontram-se confusos acerca do evangelho de Jesus Cristo. Pensam que o evangelho significa: “Você precisa nascer de novo”.

O evangelho não é isso. Tampouco é: “Você precisa ser cheio (ou batizado com) o Espírito Santo”.

E nem também: “Você precisa ser bom”.

Na verdade, o evangelho de Jesus Cristo não é nenhuma destas coisas:

“Você precisa ser batizado”.

“Você deve falar em línguas”.

“Você deve confessar seus pecados a um padre”.

“Você pode fazer milagres”.

“Espere pelo milagre!”.

“Você precisa ser salvo”.

“Deixe Jesus entrar em seu coração”.

“Você deve se relacionar pessoalmente (ou ter um encontro, ou uma experiência) com Jesus Cristo”.

“Você só precisa acreditar no que a igreja ensina”.

“Arrependa-se de seus pecados”.

“Torne Jesus o Senhor de sua vida!”.

“Coloque Cristo no trono de sua vida!”.

“Jesus foi o melhor homem que já existiu”.

“Jesus deixou-nos o exemplo para que o sigamos até o céu”.

“Creia em Jesus!”.

“Aproxime-se de Deus”.

“Cristo morreu por todos e deseja que todas as pessoas sejam salvas”.

“Jesus quer ver você feliz, saudável e rico”.

“Deus deseja que você receba a unção!”.

“Tempos difíceis não duram para sempre; pessoas duronas, sim”.

“Você é um vencedor!”.

“Deus é amoroso demais para mandar alguém para o inferno!”.

“Faça uma decisão por Jesus”.

“Os cristãos deveriam tomar posse da Terra”.

“Jesus está voltando outra vez!”.

Todas essas mensagens, ouvidas na televisão, no rádio e nas igrejas, todas as semanas, não são o evangelho de Jesus Cristo. Algumas delas são verdadeiras por terem sido retiradas da Bíblia, tal como: “Jesus está voltando de novo!”, mas o evangelho não se resume à segunda vinda de Jesus; ele trata de sua primeira vinda a Terra, há 2 000 anos.


Que é o evangelho?

A palavra “evangelho” significa “boas notícias”. O evangelho de Jesus Cristo não ensina como chegar ao céu, nem sobre o que Deus pode fazer para mudar sua vida, e certamente não diz respeito a sucesso, prosperidade, saúde ou dinheiro. O evangelho não dá dicas para melhorar sua experiência de vida, levantar a auto-estima ou sobre ser bom.

Os discípulos de Jesus cometeram o erro de confundir o evangelho com sua experiência religiosa, e Cristo os advertiu em Lucas 10:

“Depois disso, o Senhor designou outros setenta e dois e os enviou diante de si, dois em dois, a todas as cidades e lugares para onde ele havia de ir [...] E os setenta e dois voltaram com alegria, dizendo: Senhor, até os demônios se submetem a nós, em teu nome. Ele lhes disse: Eu vi Satanás cair do céu como um raio. Eu vos dei autoridade para pisar serpentes e escorpiões, e sobre todo o poder do inimigo; e nada vos fará mal algum. Contudo, não vos alegreis porque os espíritos se submetem a vós, mas pelos vossos nomes estarem escritos nos céus”.

Esses 72 homens foram escolhidos e enviados pelo próprio Jesus. Os demônios sujeitavam-se a eles. Deus realizava coisas extraordinárias na vida deles. Seu evangelismo era um sucesso espetacular. Entretanto, Jesus lhes ordenou solenemente: “não vos alegreis”. Cristo deu-lhes uma ordem direta para que não se alegrassem com suas experiências, não porque elas não fossem motivo para regozijo, mas porque ignoravam um fato muitíssimo mais importante, algo que não fazia parte da experiência deles: Seus nomes estavam escritos nos céus.

Os discípulos tinham em vista a própria experiência e não o que Deus realizara em prol deles desde a eternidade e o que Cristo faria em breve a fim de completar o plano divino da salvação. Cristo ordenou-lhes alegrarem-se por algo que eles nunca haviam experimentado, algo que Deus fizera completamente fora deles e antes de terem nascido. Isso constitui as boas notícias, isso é o evangelho.

A maiorias dos livros, teses, programas de televisão e sermões autodenominados “cristãos” não são nada mais que histórias sobre experiências maravilhosas vividas por algumas pessoas. Jogadores de futebol, astros cinematográficos, advogados famosos, políticos e líderes religiosos — todos têm experiências pessoais e se regozijam por causa delas. Nenhum deles versa sobre o evangelho. Eles usam expressões do tipo “sentimentos”, “senti”, “impressão”, “tive a sensação”, “euforia”, “orientações”, “emoções” — todas centradas em si mesmos e em suas experiências. Mas o evangelho de Jesus Cristo não diz respeito ao egocentrismo e obsessão por experiências pessoais por si sós.

O evangelho de Jesus Cristo não nos diz para sermos bisbilhoteiros espirituais, não nos diz para procurarmos emoções fortes ou sermos guiados por impressões ou orientações. Ele nos diz para confiar somente no que Cristo realizou no Calvário.

O apóstolo Paulo nos diz o que é o evangelho em 1Coríntios 15:

“Irmãos, lembro-vos do evangelho que vos anunciei, o qual também recebestes e no qual estais firmes. Por meio dele sois também salvos, se tiverdes com firmeza a mensagem tal como a anunciei a vós; a não ser que tenhais crido inutilmente. Porque primeiro vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, Segundo as Escrituras; e foi sepultado; e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras”.

Isso é o evangelho de Jesus Cristo.

Em sua carta aos cristãos de Roma, Paulo explicou o evangelho desta forma:

“… Pelas obras da lei ninguém será justificado diante dele; pois pela lei vem o pleno conhecimento do pecado. Mas agora a justiça de Deus manifestou-se, sem a lei, atestada pela Lei e pelos Profetas; isto é, a justiça de Deus por meio da fé em Jesus Cristo para todos os que crêem; pois não há distinção. Porque todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus; sendo justificados gratuitamente pela sua graça, por meio da redenção que há em Cristo Jesus, ao qual Deus ofereceu como sacrifício propiciatório [algo que aplaca a ira de Deus], por meio da fé, pelo seu sangue, para demonstração da sua justiça. Na sua paciência, Deus deixou de punir os pecados anteriormente cometidos; para demonstração da sua justiça no tempo presente, para que ele seja justo e também justificador daquele que tem fé em Jesus [...] Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé sem as obras da lei”.


Verdade e história

Em contraste com os evangelhos falsos pregados na atualidade, o evangelho é verdadeiro, e não uma lenda ou mito. Jesus Cristo foi um personagem humano, real, da história da humanidade, tanto quanto Napoleão Bonaparte ou Dom Pedro I. Alguns líderes religiosos dizem que Jesus foi um mito ou uma lenda: ele nunca teria existido. Isso não é verdade. Ele nasceu da virgem Maria, na pequena cidade de Belém, há 2 000 anos. Viveu cerca de 33 anos, foi sentenciado à morte pelo governo romano, e ressuscitou dentre os mortos três dias depois. Ao ser açoitado e crucificado, seu sangue escorreu até o chão. Jesus Cristo não é nenhum mito.

Em segundo lugar, o evangelho trata de fatos acontecidos no passado: ele é histórico. O evangelho é as boas notícias a respeito do que Jesus fez em prol de seu povo há 2 000 anos. Ele morreu pelos pecados do seu povo, para que estes não tivessem que morrer por causa deles. Cristo foi sepultado e ao terceiro dia saiu vivo de seu túmulo.

Todos esses acontecimentos independem de nossa experiência/ sentimento. Da mesma forma como todos os seres humanos estão condenados por causa da primeira desobediência de Adão, nosso pai — um pecado totalmente fora de nosso alcance —, da mesma forma todo o povo de Deus é salvo mediante a obediência do segundo e inocente Adão, Jesus Cristo — uma obediência totalmente fora de nosso alcance.

A Bíblia ensina que a salvação foi adquirida mediante a vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo — por meio de atos totalmente fora de nosso alcance. O evangelho não é uma experiência subjetiva, mas uma verdade objetiva.

O evangelho é verdade, não ficção. O evangelho é história, não experiência pessoal. O evangelho é o que Jesus realizou em prol de seu povo, e não o que as pessoas precisam fazer por ele. Os pecadores não podem fazer nada para merecer ou herdar a salvação. Eles não podem nem mesmo se preparar para a salvação por estarem mortos em seus pecados.


A certeza da salvação

O evangelho é boas notícias por serem notícias de que a salvação é absolutamente verdadeira para o povo de Deus. Não se trata de mera possibilidade ou probabilidade.

Cristo, ao morrer por seu povo, assumiu a punição merecida pelos pecados deles e alcançou para eles salvação real. Ele não abriu meramente a porta do céu para que pudessem entrar quando e se desejassem. Ele não construiu apenas uma ponte sobre o abismo entre os seres humanos pecaminosos e o Deus santo e perfeito para que as pessoas pudessem achegar-se a Deus se o desejassem. Ele atravessou o abismo para levar seu povo de volta ao céu com ele. Ao dizer: “Está consumado”, ele não mentiu. A morte de Cristo realmente obteve a salvação completa de seu povo. Eles não podem fazer nada para merecer a salvação, e não podem contribuir com ela para que ela aconteça.

O compositor de hinos do século 19 estava correto ao escrever:

Nada que minhas mãos fizeram podem salvar minh'alma culpada.

Nada que minha carne laboriosa tenha imaginado pode tornar meu espírito íntegro.

Nada que eu sinta ou faça pode dar-me paz com Deus.

Nenhuma de minhas orações, gemidos e lágrimas pode remover meu peso terrível.

Tua obra somente, ó Cristo, pode livrar-me desse peso do pecado.

Só teu sangue, ó Cordeiro de Deus, pode dar-me paz interior.

Teu amor por mim, ó Deus, não o meu, ó Senhor, por ti,

Pode arrancar-me desta perturbação tremenda e pôr meu espírito em liberdade.

Eu louvo o Deus da graça; Confio em sua verdade e poder.

Ele me chama “seu”; Eu o chamo “meu”, meu Deus, minha alegria e minha luz.

Este é o que me salvou, e liberalmente concede perdão.

Eu o amo porque ele me amou primeiro; vivo porque ele vive.

Nada que pudermos fazer — nenhuma oração, boa obra, nenhum remorso — pode salvar-nos da punição merecida por nossos pecados. Nada do que acontece conosco, ou em nós, pode nos salvar. A salvação do pecado e do castigo eterno no inferno provém exclusivamente de Jesus Cristo. Não é a atuação do Espírito Santo em nós que nos salva, mas a obra de Cristo a nosso favor, quando ele viveu de modo perfeito e morreu, sendo inocente, há dois mil anos em Israel.

Sobre seu povo e a respeito da salvação deles, Jesus disse: “[Minhas ovelhas] ouvem a minha voz, eu as conheço, e elas me seguem. Dou-lhes a vida eterna, e jamais perecerão; e ninguém as arrancará da minha mão”. Cristo dá a seu povo a vida eterna ao outorgar-lhes a fé: “… se com a tua boca confessares Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo”. Ele os faz crer no evangelho: “Cristo morreu pelos nossos pecados”. “Porque Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.

Este é o evangelho de Jesus Cristo. Não há outra forma de ser salvo. Creia nas boas notícias a respeito do Senhor Jesus Cristo hoje.

 

Todas as citações bíblicas são do Novo Testamento Almeida Século 21 (São Paulo: Vida Nova, 2005).

 


Evangelhos falsos é uma publicação da Trinity Foundation. Para obter exemplares adicionais deste panfleto, ou mais informações sobre a Bíblia, Jesus Cristo e o cristianismo, por favor, escreva para The Trinity Foundation, Post Office Box 68, Unicoi, Tennessee 37692, USA. Evangelhos falsos , copyright 1994, John W. Robbins.

Traduzido por: Rogério Portella


FONTE: www.monergismo.net.br

segunda-feira, 26 de agosto de 2024

Refletindo sobre o futuro



Refletir sobre o futuro pode ser um tanto assustador, mas hoje quero o encorajar a

pensar no dia de amanhã de outra forma.

ONDE ENCONTRAR NA BÍBLIA?

FILIPENSES 1:6

Tenho certeza de que aquele que começou a boa obra em vocês irá completá-la até o dia em que Cristo Jesus voltar.

ISAÍAS 46:10

Só eu posso lhes anunciar, desde já, o que acontecerá no futuro. Todos os meus planos

se cumprirão, pois faço tudo que desejo.

SALMO 31:15

Meu futuro está em tuas mãos…

FALANDO SOBRE O ASSUNTO

No evangelho de Lucas, há um relato ordenado dos feitos de Jesus. Um dos primeiros

registros que encontramos ali é o de Jesus entrando na casa de Simão Pedro, e estando a sogra dele enferma, o Senhor a curou (4:38-39). Em seguida, Lucas relata que havia dois barcos com pescadores que, após uma noite inteira de árduo trabalho, nada pescaram. Eles estavam exaustos e frustrados, e dentre os dois barcos, Jesus escolheu o de Simão. O Senhor entrou na casa e no barco de Pedro, pois contemplava o futuro de Pedro. Jesus foi até onde Pedro habitava e trabalhava porque queria levá-lo ao seu destino.

Aquele era um dia de fracasso, apenas mais um dia entre tantos. Provavelmente a visão de Pedro sobre si mesmo para todos os seus anos seguintes o levava sempre ao mesmo lugar: ele certamente acreditava que passaria a vida inteira como um simples pescador! Porém, quando Jesus olhava para Simão, desde o primeiro momento, Ele não via o Simão pescador, rude, de trato difícil e atitudes impensadas. O Senhor via Pedro em Pentecostes, Ele via a sombra de Pedro curando doentes, Ele via Pedro na casa de Cornélio levando a mensagem da salvação àquela família, Ele via Pedro ressuscitando mortos em Seu nome, Ele via Pedro curando paralíticos! Jesus também viu Pedro negando-o, desistindo de ser quem o Mestre o chamara para ser e voltando ao seu velho ofício. Entretanto Jesus não desiste, pois Ele sabe que precisamos fazer travessias em nosso interior e voltar. Ele nos vê andando e atravessando mares de frustrações, de perdas, de incapacidades, de desistência e muito mais, mas não apenas isso: Ele mesmo se achega a nós para atravessá-los conosco.

Jesus sempre nos vê no lugar que o Pai planejou para nós, não importa onde estejamos hoje! Ele veio nos buscar para nos restaurar e nos levar de volta ao seu bom e perfeito caminho. Jesus já o contempla cruzando a linha de chegada neste exato momento, por isso Ele não desistirá de ir ao seu encontro. Ele o conduzirá ao melhor lugar que você poderá estar!

Pedro jamais poderia imaginar tudo que Ele viveria depois que Jesus entrou em sua casa e no seu barco. E você também não tem como imaginar o que Deus fará em sua vida, pois quando Jesus entra em sua vida, aparentemente comum, abre espaço para sua verdadeira e inimaginável história.

O Deus que escolheu Pedro, também escolheu você para uma vida infinitamente além dos seus maiores sonhos. Paulo afirma: “Toda a glória seja a Deus que, por seu grandioso poder que atua em nós, é capaz de realizar infinitamente mais do que poderíamos pedir ou imaginar” (EFÉSIOS 3:20). Tudo é para a glória de nosso Pai, então continue, pois Ele tem o futuro em Suas mãos.

QUESTÕES PARA DEBATE

1. Quando olha para o futuro, para o dia de amanhã, o que você vê? Por quê?

2. O que você imagina que Deus enxerga como seu futuro?

3. Ao considerar o exemplo de Pedro, de que forma ele o encoraja?

ORAÇÃO

Senhor, hoje, independentemente do lugar exato em que me encontro na caminhada cristã, a despeito da estação pela qual estou passando, eu quero ser levada ao lugar certo, quero ser conduzida para onde o Senhor quer que eu esteja. Creio que o dia de amanhã pertence ao Senhor e quero somente ouvir a Tua voz e caminhar na direção que Tu me chamaste

para estar. Entrego a ti, Senhor, o meu caminho e os meus passos. Pai, que a Tua vontade seja feita em mim. Em nome de Jesus. Amém!

Diana Aires

Direito — IMEC

FONTE: O dia de amanhã – Ministérios Pão Diário (paodiario.org)

DEUS E SEU PRECIOSO CUIDADO


 DEUS E SEU PRECIOSO CUIDADO

Eu sou pobre e necessitado,
porém o Senhor cuida de mim...” Salmo 40.17

O homem tem carências que o dinheiro e o prestígio não podem satisfazer. Fazemos coro com o rei Davi e reconhecemos que também somos pobres e necessitados. Não podemos ficar de pé escorados em nosso próprio bordão. Não temos poder para preservar nossa vida. Não produzimos o oxigênio que rega nossos pulmões. Não temos capacidade de evitar que bactérias e vírus mortais nos atinjam. Somos totalmente dependentes, vulneráveis e necessitados.

Porém, a despeito de sermos pobres, temos a convicção de que Deus cuida de nós. Ele é o nosso criador e provedor. Ele é o nosso Salvador e protetor. Ele é o nosso Pai e galardoador. Deus é a fonte de todo bem. Nele vivemos, nos movemos e existimos. Deus cuida de nós suprindo nossas necessidades, fortalecendo-nos em nossas fraquezas e consolando-nos em nossas angústias.

Quando a crise nos mostra sua carranca, Deus sai em nossa defesa. Quando os inimigos nos oprimem e nos cercam por todos os lados, Deus desnuda o seu braço onipotente e luta as nossas batalhas, pois é o nosso libertador. Embora sejamos pobres e necessitados, temos socorro certo e seguro. Com Deus ao nosso lado somos fortes. Com Deus segurando a nossa mão caminhamos em segurança rumo à glória. Com Deus como nosso defensor somos mais que vencedores.




sexta-feira, 14 de junho de 2024

REMÉDIO PARA O MEDO.

Mas Jesus imediatamente lhes disse: “Tende bom

ânimo! Sou eu. Não temais!” (Mt 14.27).
Desejo focalizar três causas que provocam sérios
distúrbios emocionais, que produzem o medo, e
indicar, também, à luz da Bíblia, o seu tratamento
adequado.
Inicialmente, o Fator Econômico.
É o medo da situação financeira. Os graves
problemas de ordem económica que perturbam a
nossa mente, desajustando todo o nosso sistema
funcional. Eis o remédio para esse mal tão grave
Está em Fp 4.19. “E o meu Deus, segundo a sua
riqueza em glória, há de suprir em Cristo Jesus
cada uma de vossas necessidades de cada dia,
através de Cristo Jesus”. Foi assim que Ele
multiplicou o azeite da viúva e ordenou às aves
que levassem o alimento para Elias. Foi o mesmo
Deus que, na pessoa de Jesus, multiplicou os
pães e os peixes no deserto. Este mesmo Senhor
e Deus suprirá todas as suas necessidades se o
buscar e andar com Ele sinceramente.

REV. ARIVAL DIAS CASIMIRO.

Fonte: www.ippinheiros.org.br

terça-feira, 23 de janeiro de 2024

Jesus faz maravilhas


 Os evangelhos relatam os diversos milagres operados por Jesus, numa clara demonstração de sua divindade. Aqui, destacaremos três desses milagres:

Em primeiro lugarJesus cura uma mulher que só olhava para baixo (Lc 13.12). Há muitas pessoas encurvadas na estrada da vida. Andam olhando para o chão, oprimidas, cansadas, com um imenso peso nas costas. Estão aflitas, esmagadas debaixo de um fardo cruel, com a esperança morta. Jesus ensinava numa sinagoga, quando chegou ali uma mulher com um espírito de enfermidade, havia já dezoito anos. Ela andava encurvada, sem de modo algum poder endireitar-se. Quando Jesus a viu, chamou-a e disse-lhe: "Mulher, estás livre da tua enfermidade". Jesus impôs as mãos sobre ela e imediatamente ela se endireitou e dava glória a Deus. Esta mulher estava corcunda sem poder olhar para o céu havia muito tempo. Aquela mulher era vítima de uma humilhação pública. O maligno envergara sua coluna e colocara um grande peso sobre suas costas. Sua enfermidade era crônica e nenhum remédio natural ou intervenção cirúrgica poderia trazer-lhe cura. Jesus libertou-a, curou-a, restaurou-a e ela passou a viver para a glória de Deus. Talvez você, também, tem andado encurvado por muitos anos. Pecados, angústias, temores, perturbações emocionais, vícios escravizam você. Talvez você tenha sido oprimido por espíritos malignos e vive sem paz como um prisioneiro. Jesus pode também libertar você, curar você e dar a você vida abundante. Não ande mais encurvado!

           

Em segundo lugarJesus cura um homem que só andava carregado (Mc 2.11). Jesus acabara de chegar a Cafarnaum e uma multidão se ajuntou para ouvi-lo. Na casa onde Jesus estava não havia mais espaço. Ninguém arredava o pé. Na cidade havia um paralítico precisando de um milagre. Quatro amigos saem carregando esse coxo rua a fora. Chegam à casa onde Jesus estava, mas a multidão não abre caminho. Determinados a ajudar o paralítico, sobem com o aleijado para o telhado e descem o leito onde Jesus estava. Vendo-lhes a fé, disse Jesus ao paralítico: "Filho os teus pecados estão perdoados". Os escribas pensaram: Jesus blasfema, pois só Deus tem poder para perdoar pecados. Eles estavam certos em sua teologia. Só Deus pode perdoar pecados. Mas, também, eles estavam errados em não reconhecer que Jesus era o Filho de Deus. Jesus prova sua divindade e sua autoridade para perdoar pecados, ordenando ao paralítico: "Levanta-te, toma teu leito e vai para tua casa". Imediatamente, o homem se viu curado, levantou-se e saiu à vista de todos. Esse homem foi cativo e voltou liberto, foi carregado e voltou carregando, foi buscar uma bênção e voltou trazendo duas. Além de receber a cura física, recebeu o perdão de seus pecados e a salvação da sua vida. Jesus também pode perdoar os seus pecados, restaurar sua saúde e lhe dar a vida eterna.

Em terceiro lugarJesus cura um homem que estava conformado com seu sofrimento (Jo 5.6). Jerusalém estavam em festa e Jesus subiu para lá para participar das festividades do povo de Deus. Mas, em vez de permanecer entre a multidão que celebrava, Jesus foi ao tanque de Betesda, a casa de misericórdia, onde havia uma multidão de enfermos. Ali havia cinco pavilhões entupidos de gente cega e paralítica, nutrindo a esperança de uma cura milagrosa. Jesus vê um homem paralítico, prisioneiro de sua doença, a trinta e oito anos. Era um caso perdido, um problema sem solução. Jesus perguntou-lhe: “Você quer ser curado?” Essa pergunta parece óbvia demais; porém, é possível que algumas pessoas se conformem com o sofrimento. O homem respondeu com uma evasiva: “Eu não tenho ninguém”. O mesmo Jesus que pergunta, dá uma ordem ao paralítico: “Levanta-te, toma o teu leito e anda”. Se a pergunta parecia óbvia demais, agora a ordem parece absurda demais. Levantar e andar é tudo que um paralítico sempre quis, mas jamais conseguiu. O mesmo Jesus que ordena, também dá o poder para que a ordem se cumpra. O homem se pôs em pé e começou a andar. O milagre foi imediato e completo. Jesus ainda hoje nos visita em nossos vales de dor. Ele tem todo o poder de nos colocar de pé e firmar os nossos passos na estrada da esperança! Você quer ser curado?

 

Rev. Hernandes Dias Lopes

FONTE:www.hernandesdiaslopes.com.br

A vida é curta e a morte é certa

  A vida passa como um corredor veloz. É tão fugaz como a neblina que aparece e logo se dissipa. É frágil e passageira como uma flor que vic...